Como Secretário Geral do SindServ, venho avaliar a minha experiência no
cargo de fiscal de obras da Prefeitura Municipal de São Sebastião (PMSS).
Sou funcionário há 17 anos e para aqueles que não sabem, desde março
de 2009, afastei-me da PMSS para poder me dedicar exclusivamente
ao Sindicato retornando após 08 meses para minha
função de origem no dia 23 de novembro de 2009.
Tendo em vista a falta de fiscais de obras no município
por afastamento, por atestado médico, desvio de
função, entre outros, a fim de colaborar com os trabalhos
da minha categoria, resolvi retornar ao quadro de
funcionários há três meses.
Avalio que o meu retorno à Prefeitura foi muito oportuno,
pois pude vivenciar problemas atuais, porém antigos,
que os servidores e a categoria enfrentam em seu dia a dia.
Presenciei perseguições, ameaças e assédio-moral de todas
as formas e, muitas sindicâncias, bem mais do que as
realizadas durante o mesmo período em administrações
passadas.
As Perseguições – vêm com transferência de servidores
públicos para outros setores alheio a sua vontade e quase
sempre sem estarem previamente comunicado, isso quando
não os deixam jogados em uma sala, sem nenhuma função
específica, ou seja, sem fazer nada mesmo;
As Ameaças – vêm desde a possível abertura de sindicâncias,
por motivo banal, até cortes de horas extras em finais de
semana e feriados, já que muitos funcionários infelizmente
ainda contam como fonte de renda esta moeda de troca.
Todos os itens citados acima são alguns dos que configuram
o Assédio-moral, tão criticado pelos atuais e antigos
administradores durante a campanha política.
Talvez pelo medo de perder a “boquinha” no staff, é que
alguns detentores de cargo de confiança se sujeitam a fazer
tal perseguição.
Ao meu ver, são pessoas que se julgam “profissionais”,
mas desqualificados para ocuparem cargos
de tamanha relevância, outros estão apenas fazendo apenas um “bico
de luxo” na PMSS tentando desqualificar o servidor de carreira.
A prefeitura é composta por um excelente material humano,
com profissionais altamente técnicos e capacitados e
que de repente, se vêem subordinados a pessoas que não
vêm demonstrando interesse algum pelo município, pelos
eleitores e pelos contribuintes que são responsáveis pelo
pagamento dos tributos, de onde vêm nossos salários,
a quem devemos nosso maior respeito.
Vejo alguns detentores de cargos de confiança acumularem
funções e penso que isto é altamente prejudicial e muitas das
vezes conflitante frente a uma administração que se quer fazer presente,
dedicando-se exclusivamente aos contribuintes e pobres
eleitores que acreditaram nas promessas de campanha.
Percebo também a grande Burocracia pela qual temos
que nos submeter prejudicando na maior
parte do tempo o atendimento ao serviço público.
Ainda que alguns responsáveis pelos cargos de chefia
sejam pessoas técnicas, faltam à estes, experiência em área
pública, pois Prefeitura não é uma empresa onde o contribuinte
deve ser tratado como “cliente”.
Por outro lado, chama a minha atenção Secretários – tidos como “estrangeiros”,
vindos de fora, tratarem São Sebastião com
mais zelo e profissionalismo do que muitos que já estão
na cidade há mais tempo.
Sinto em dizer que ao meu modo de ver, a Prefeitura parece
mais uma forma de pessoas que estão buscando sair do anonimato para
se fazer de “importante” frente à opinião publica mais por questão de “Status”.
Percebi também grande quantidade de servidores em desvio
de função, prática esta que se repete há várias administrações,
sempre prometem uma solução e nada fazem.
Talvez quando terminarem a revisão do tão esperado Estatuto
do Servidor Público que nos foi enfiada goela abaixo há alguns anos,
façam também o nosso Plano de Cargo, Carreira,
Salários e Vencimentos (PCCSV), tão discutido e prometido
em vários palanques de forma justa e com a participação da categoria.
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